A tokenização finalmente saiu do campo das promessas e entrou na rotina do mercado corporativo brasileiro. Em 2025, o país assistiu a um avanço significativo na digitalização de contratos, recebíveis e operações estruturadas em blockchain.
Esse movimento elevou o debate sobre Real World Assets (RWAs) a um novo patamar: a discussão deixou de ser sobre potencial e passou a ser sobre operação real.
Não estamos falando de projeções, mas de práticas que já transformam fluxos financeiros, governança e captação de recursos.O Brasil se destacou nesse cenário por uma razão simples: o ambiente regulatório amadureceu antes de muitos outros mercados. Com CVM 175, CVM 88 e as novas normas do Banco Central para prestadores de serviços de ativos virtuais, que entram plenamente em vigor em 2026, as empresas passaram a operar com clareza jurídica e segurança institucional.
Esse conjunto de normas criou as bases para que ativos digitais circulassem em ambientes corporativos com o mesmo rigor exigido no mercado tradicional.
A nova lógica: por que empresas estão tokenizando contratos e recebíveis
Tokenizar significa transformar um ativo real em um registro digital programável. Esse processo reduz etapas manuais, amplia a rastreabilidade e traz previsibilidade para operações antes marcadas por ineficiência.
Empresas passaram a migrar para esse modelo principalmente por três motivos: custo operacional menor, auditoria contínua e liquidez potencial para ativos antes ilíquidos.
Recebíveis passaram a ser registrados on-chain para dar visibilidade em tempo real a operações que envolvem fornecedores, adquirentes, fundos e plataformas de crédito. O que antes dependia de planilhas, conciliações paralelas e auditorias periódicas agora pode ser visto de forma instantânea em um ambiente compartilhado, auditável e imutável.
No crédito privado, operações estruturadas como CCBs, notas comerciais e debêntures ganharam camadas adicionais de governança. Um título tokenizado permite acompanhar todo o ciclo de vida do ativo, desde sua emissão até a liquidação final, eliminando lacunas que antes geravam retrabalhos e custos de compliance.
Até mesmo contratos corporativos complexos começaram a surgir em formato tokenizado. Empresas passaram a registrar obrigações contratuais como tokens que representam fluxos de pagamento, prestação de serviços ou etapas de entrega. Esse formato reduz ambiguidades, facilita auditorias e transforma contratos em ativos financeiros com potencial circulatório.
O que acelerou o avanço dos RWAs no país?
O crescimento dos RWAs no Brasil não aconteceu isoladamente. Ele foi estimulado por uma combinação de infraestrutura institucional e amadurecimento tecnológico.
A liquidez institucional entrou primeiro. Gestoras, plataformas de investimento e bancos digitais perceberam que era possível unir dois mundos: a segurança dos instrumentos tradicionais com a eficiência da liquidação digital. Essa integração permitiu criar operações mais transparentes e menos custosas, além de acelerar prazos de transação.
A custódia institucional também evoluiu. Provedores capazes de operar com segregação patrimonial, tecnologia multicamadas e padrões internacionais de segurança trouxeram a confiabilidade necessária para que grandes volumes migrassem para o ambiente digital.
A tecnologia completou o ciclo. Empresas começaram a integrar seus próprios sistemas a APIs de tokenização, automatizando etapas que antes exigiam equipes inteiras de backoffice. Isso reduziu erros operacionais, diminuiu custos e aumentou a governança interna.
Para onde vai a tokenização em 2026?
O ano de 2026 representa um divisor de águas. A maturidade conquistada em 2025 criou massa crítica suficiente para transformar RWAs em um componente da infraestrutura financeira brasileira.
Ativos tokenizados começam a se integrar a stablecoins, permitindo ciclos financeiros completos: emissão digital, distribuição digital, liquidação digital. Essa combinação reduz custos, encurta prazos e cria novas possibilidades para tesourarias corporativas e fundos estruturados.
O mercado de capitais também avança. A tokenização começa a se estender a instrumentos de dívida, operações de securitização, estruturas de fundos e contratos com garantia real. Isso abre espaço para formas mais eficientes de captação e gestão de risco.
O movimento é claro: RWAs estão deixando de ser um produto alternativo e passando a ocupar o centro da arquitetura financeira de empresas e instituições.
O papel da Foxbit Tokens nessa transformação
A Foxbit Tokens oferece a infraestrutura que permite que empresas estruturem, emitam e gerenciem ativos tokenizados de forma segura, auditável e alinhada ao ambiente regulatório brasileiro. A plataforma conecta emissores ao mercado por meio de processos digitais, possibilitando transformar contratos, recebíveis e produtos estruturados em ativos negociáveis com rastreabilidade e governança nativa em blockchain.
Ao integrar custódia profissional, padronização operacional e APIs que automatizam fluxos antes manuais, a Foxbit Tokens torna a tokenização uma solução prática para empresas que desejam captar recursos, organizar seus ativos ou ampliar a eficiência financeira.
Em um mercado que avança para modelos digitais de liquidez, a Foxbit Tokens atua como a base tecnológica que viabiliza RWAs de forma simples, segura e pronta para escala.

