O efeito do CaaS no mercado financeiro: bancos e fintechs lançando produtos digitais sem construir infraestrutura

jan 28, 2026 | Radar Foxbit

O movimento mais silencioso e mais estratégico do mercado financeiro nos últimos anos não veio de novos produtos, mas da forma como esses produtos estão sendo construídos.

Em vez de desenvolver infraestrutura própria, bancos, fintechs, plataformas de investimento e instituições de crédito passaram a adotar modelos de Crypto as a Service (CaaS): soluções completas que entregam custódia, liquidez, compliance, tecnologia e governança de ponta por meio de integrações diretas.

Essa mudança está reconfigurando o setor. E não pela novidade, mas pela eficiência.

Por que o CaaS ganhou força?

Três fatores explicam a aceleração:

1. Time-to-market virou vantagem competitiva

O cenário financeiro atual exige velocidade.
Empresas que esperavam 12 a 18 meses para lançar produtos digitais agora precisam entregar em semanas.Modelos CaaS permitem que instituições disponibilizem compra e venda de cripto, carteiras digitais, exposição a ativos digitais e outras soluções sem reescrever sistemas internos, sem desenvolver custódia própria e sem criar times gigantes de segurança e compliance.

2. Segurança institucional deixou de ser opcional

Custódia de ativos digitais exige especialização séria:
• protocolos de segurança multicamadas
• segregação patrimonial
• processos de auditoria contínua
• governança operacional
• suporte a incidentes
• conformidade com normas nacionaisPara a maioria das empresas, operar isso internamente é arriscado e caro.

Por isso, cada vez mais instituições preferem terceirizar a infraestrutura crítica e manter apenas o relacionamento com o cliente.

3. Escala é difícil de construir sozinho

Em ambientes de alto volume transacional, a complexidade se multiplica: picos de demanda, monitoramento 24/7, KYC, PLD/FT, registros exigidos pelo regulador, integração com sistemas legados e trilhas de auditoria.

Modelos CaaS absorvem esse peso e permitem que instituições escalem suas operações sem aumentar estrutura interna.

É a união entre eficiência operacional e aderência regulatória.

Como bancos e fintechs estão aproveitando o CaaS

As aplicações mais comuns incluem:

  • Produtos de investimento com ativos digitais integrados a plataformas já existentes
  • Exposição a cripto para clientes premium
  • Wallets digitais com gestão profissional de chaves
  • Compra e venda de cripto dentro do app da instituição
  • Integração cripto como camada de liquidez

O ponto central: o cliente interage com a marca da instituição, mas a infraestrutura é operada por um provedor especializado. E, dentro desse modelo, o mercado passou a diferenciar duas abordagens, parceiros regulados e parceiros não regulados, cada uma com requisitos e estruturas próprias. Instituições reguladas pelo Banco Central (como IPs, SCDs, bancos e plataformas supervisionadas) precisam de um CaaS compatível com controles prudenciais, segregação patrimonial, custódia compatível com normas, governança auditável e processos aderentes à regulação vigente. 

Para empresas não reguladas, o CaaS resolve o problema inverso: simplifica a entrada no mercado ao assumir KYC, custódia, compliance e risco regulatório, permitindo lançar produtos digitais sem a necessidade de criar infraestrutura crítica.

É a lógica do white-label aplicada ao setor financeiro, com caminhos distintos conforme o nível de supervisão da instituição.

Onde o Foxbit Compra Fácil se conecta a essa transformação?

O Foxbit Compra Fácil é o modelo de Crypto as a Service do Grupo Foxbit, desenvolvido para instituições que querem entrar no mercado de ativos digitais sem construir infraestrutura própria.

O modelo se ajusta tanto a empresas reguladas, que precisam operar dentro das exigências do Banco Central, quanto a empresas não reguladas, que buscam lançar produtos digitais sem assumir riscos e obrigações regulatórias indevidas.

Para parceiros regulados, o Foxbit Compra Fácil fornece infraestrutura institucional compatível com auditoria, segregação patrimonial, governança e integração operacional.

Para parceiros não regulados, assume integralmente KYC, PLD/FT, custódia, liquidez e trilhas de conformidade, permitindo que a empresa ofereça compra e venda de cripto sem precisar construir processos internos complexos.

Ele entrega:

  • Infraestrutura completa com segurança institucional
  • Custódia assegurada pela BitGo e segregação patrimonial
  • Tecnologia escalável e APIs
  • Compliance, KYC, PLD/FT e governança
  • Liquidez profissional e integração com o ecossistema Foxbit
  • Operação sob a marca da instituição (modelo white-label)

O propósito é claro: permitir que empresas operem cripto com segurança, velocidade e aderência regulatória, mantendo total controle sobre a experiência do cliente.

O que esse movimento significa para 2026?

O mercado financeiro entra em um novo estágio:
A infraestrutura se torna serviço, segurança se torna padrão e a disputa competitiva migra para quem entrega valor mais rápido ao cliente.

CaaS não é uma tendência  é a nova camada operacional do setor.E à medida que bancos, fintechs e empresas começam a construir produtos digitais sobre infraestrutura especializada, a criptoeconomia deixa de ser periférica e se torna parte integrante da arquitetura financeira moderna.

O próximo passo

Se a sua instituição está avaliando como entrar no mercado de ativos digitais com segurança, velocidade e aderência regulatória, o Foxbit Compra Fácil oferece a base para essa transformação.

Nosso time está disponível para orientar essa jornada.

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