Tokenização real em 2026: setores operando com RWAs, fricções concretas e para onde o mercado está avançando

jan 21, 2026 | Radar Foxbit

O debate sobre Real World Assets (RWAs) saiu da teoria e entrou na operação real.

Em 2025, produtos tokenizados alcançaram valores significativos em blockchains públicas e permissionadas, mostrando que a tokenização deixou de ser experimento e passou a fazer parte da infraestrutura financeira institucional.

Um dos sinais mais claros veio no fim de 2025 quando os fundos de mercado monetário (tokenized money market funds – MMFs) emitidos on-chain, chegaram próximos de US$ 9 bilhões, segundo o Bank for International Settlements (BIS).

Setores que já utilizam RWAs de forma concreta

Fundos de mercado monetário tokenizados

O avanço dos MMFs tokenizados é emblemático. Eles unem:

  • retorno ligado a títulos tradicionais,
  • liquidez on-chain,
  • liquidação com stablecoins.

O resultado: instrumentos clássicos do mercado monetário passam a operar em infraestrutura blockchain, com trilhas de auditoria contínua e capacidade de integração direta ao sistema financeiro digital.

RWAs se tornam ponte entre finanças tradicionais e mercados digitais.

Ações, títulos e classes emergentes

Outros segmentos também ganharam força:

  • ações tokenizadas ultrapassaram US$ 1,2 bilhão em capitalização;
  • blockchains como Solana registraram crescimento próximo de 10% em valor de RWAs, superando US$ 873 milhões em títulos de tesouro e fundos institucionais tokenizados.

A expansão mostra que a tokenização está atingindo múltiplas classes de ativos: títulos, fundos, ações e instrumentos estruturados.

Para onde a tokenização está avançando em 2026

A consolidação de 2025 foi apenas o início.
MMFs, títulos e ações on-chain criaram uma massa crítica que começa a redefinir o fluxo financeiro institucional.

Três movimentos guiam 2026:

1. RWAs como infraestrutura para liquidez institucional

Com volumes crescentes, RWAs passam a desempenhar funções típicas de tesouraria:

  • liquidação em minutos,
  • rendimentos pagos automaticamente on-chain,
  • uso como colateral digital,
  • operação 24/7 integrada a stablecoins.

Isso altera o posicionamento desses ativos dentro de bancos, gestoras e corporações.
Não são mais “alternativos”.
São parte do core financeiro.

2. Integração com stablecoins cria um ciclo financeiro contínuo

A tokenização deixa de ser apenas registro e avança para processos completos:

  • o ativo nasce tokenizado;
  • o rendimento é distribuído on-chain;
  • a liquidação ocorre via stablecoins;
  • a trilha de auditoria permanece pública e verificável.

Pela primeira vez, o mercado tradicional e o digital operam de forma sincronizada.

3. Empresas começam a usar RWAs no backoffice

Em paralelo ao mercado institucional, companhias começaram a incorporar RWAs em processos internos:

  • registro de recebíveis,
  • emissão de dívidas estruturadas,
  • contratos corporativos auditáveis,
  • rotinas de fluxo de caixa integradas.

Os benefícios são claros:

  • menos trabalho manual,
  • reconciliação automática,
  • rastreabilidade entre departamentos,
  • liquidez para ativos antes estáticos.

RWAs começam a migrar da inovação para a operação diária.

O que isso representa para o Brasil

O país entra em 2026 com um ambiente regulatório funcional para tokenização institucional:

  • CVM 175 permite fundos com ativos digitais,
  • CVM 88 viabiliza emissões digitais,
  • Resolução 4.501 orienta instituições financeiras,
  • novas normas do Banco Central definem o enquadramento das PSAVs.

É a primeira vez que empresas brasileiras podem estruturar operações com RWAs contando com:

  • emissão,
  • custódia,
  • distribuição,
  • liquidação.

Tudo dentro de um modelo formal, supervisionado e compatível com integração corporativa.

RWAs em 2026: uma nova camada da infraestrutura financeira

Com expansão contínua, interoperabilidade com stablecoins e adesão institucional crescente, RWAs entram em 2026 como:

  • veículo de liquidez,
  • modelo de governança,
  • estrutura de captação,
  • infraestrutura operacional para empresas.

Não é narrativa. Não é projeção.
É a realidade observada no mercado global.

RWAs deixaram o status experimental e se tornaram parte central da arquitetura financeira moderna. E, à medida que o ecossistema evolui, empresas e instituições começam a se reorganizar em torno dessa nova camada de eficiência.

Se a sua empresa quer entender como RWAs podem estruturar captação, governança ou liquidez, a Foxbit está pronta para apoiar essa jornada com segurança e conformidade.

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